
A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa discutiu hoje (24/3), em audiência pública, a situação atual de Córrego Fundo, após a suspensão das atividades referentes à extração de calcário. Trata-se de requerimento apresentado pelo Deputado Dalmo Ribeiro, solicitando a reunião.
Dalmo destacou a urgência de providências junto aos órgãos ambientais e ao Ministério Público, uma vez que cerca de 3.500 trabalhadores estão sem emprego e 14 pequenas empresas estão com suas atividades suspensas. O problema atinge as cidades de Pains, Formiga e Arcos.
Sílvia Faria, presidente da Cooperativa dos Micromineradores do Centro Oeste de Minas, ressaltou sua preocupação com a suspensão da atividade na região, temendo um problema social mais complicador, uma vez que “foi retirada a fonte de renda de pais de família.”
O prefeito de Córrego Fundo, Valdir Ferreira, falou sobre as burocracias para a expedição das licenças ambientais para a operação de calcário na região.
Dalmo Ribeiro solicitou uma visita da Comissão ao Ibama e à região no sentido de que sejam agilizadas as licenças para que as empresas voltem a atuar, o mais rápido possível, de acordo com a documentação que lhes é exigida.
Também estiveram presentes na reunião Sérgio Dâmaso de Souza, Superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); Antônio Rocha (representante do Ministério Público do Trabalho; Maria Cláudia Pinto (Superintendente Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Alto São Francisco – SUPRAM); Pedro Parizzo (representante da Fiemg) e Joaquim Martins Filho (Procurador-Chefe da Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM).